Governo federal ouve Estado e suspende importação de cacau da África

Agenda com a presença de produtores de cacau, do ministro Rui Costa e governador Jerônimo Rodrigues, no dia 30 de janeiro, em Gandu
Ascom

A médica e professora Adélia Pinheiro afirma que a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária de suspender, de forma imediata e temporária, as importações de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é resultado direto da articulação entre o governo federal, o Governo da Bahia e o setor produtivo. O Despacho Decisório nº 456, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (24), aponta risco fitossanitário e possibilidade de triangulação de cargas destinadas ao Brasil.

Segundo Adélia, a medida é consequência do trabalho da comissão criada pelo governador Jerônimo Rodrigues e do anúncio feito pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, em 30 de janeiro, durante agenda em Gandu, quando informou que o Ministério da Agricultura seria encarregado de verificar as condições de importação do cacau. 

“Ontem, em Brasília, ocorreu uma reunião de um grupo vinculado à comissão criada pelo governador Jerônimo, com a presença do presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, e hoje já colhemos esse resultado. A medida do Ministério da Agricultura também é fruto do compromisso assumido pelo ministro Rui Costa, que solicitou a inspeção das condições de produção e importação do cacau que chega ao Brasil”, enfatizou Adélia.

Também afirmou que a suspensão representa um passo importante para proteger a cacauicultura baiana. “É uma medida que reflete o nosso compromisso com a segurança fitossanitária da lavoura e com o fortalecimento da competitividade dos produtores de cacau da Bahia”, concluiu.